O PROTETOR CONTRA A PESTE

 

Depois de uma homília feita por nosso Sacerdote Padre Ubirajara no dia de São Sebastião, numa quarta feira dia 20.01.2021, e com os detalhes contados sobre o Santo, veio o desejo de ler mais sobre o Santo e sua História e procurar transcrever para nosso site sobre a vida dele.

Desde o início da Pandemia, temos orado por São Sebastião e sua imagem ficou na frente de nossa gruta e clamamos por sua proteção, assim como, havia protegido a cidade de Ibiúna quando da gripe espanhola, não tendo nenhuma vítima naquela cidade por causa de sua proteção.

Com certeza ele nos protegeu e temos tidos resultados excelentes em nossa comunidade com a pandemia do Covid 19. Com Nossa Senhora de Lourdes que é protetora dos doentes e com São Sebastião protetor contra Peste, a fome e a guerra, estivemos com uma proteção que fez toda diferença.

Que possamos entender a vida e a entrega de São Sebastião a Deus. Louvado seja sempre o Nosso Senhor Jesus Cristo.

HISTÓRIA
São Sebastião (França, 256 d.C. — 286 d.C.) originário de Narbonne e cidadão de Milão.

O seu nome deriva do grego sebastós, que significa divino, venerável (que seguia a beatitude da cidade suprema e da glória altíssima). Nascido em Narbone, na Gália, recebeu Sebastião educação em Milão, terra natal de sua mãe.

Cristão, nunca se envergonhou de sua religião. Vendo as tribulações sofridas pelas perseguições atrozes que sofriam, alistou-se nas legiões do imperador com a intenção de mitigar os sofrimentos destes cristãos, seus irmãos em Cristo.

A figura imponente, bravura e prudência tanto agradaram ao imperador, que o nomeou comandante da guarda imperial. Nesta posição elevada tornou-se o grande benfeitor dos cristãos encarcerados.

Tendo entrada franca em todas as prisões, ia visitar as pobres vítimas do rancor e ódio pagão, e com palavras e dádivas consolava e animava os candidatos ao martírio. Dois irmãos, Marco e Marceliano, não se acharam com coragem de afrontar os horrores da tortura e aconselhados pelos pais e parentes, resolveram-se a sacrificar aos deuses.

Mal teve ciência disto, Sebastião procurou-os e com sua palavra cheia de fé, reanimou os desfalecidos e vacilantes, levando-os a perseverar na religião e antes sacrificar tudo que negar a fé. Profunda comoção apoderou-se de todos que assistiam a esta cena. Marco e Marceliano cobraram ânimo e prometeram a Sebastião fidelidade na fé até à morte. Uma das pessoas presentes era Zoé, esposa do funcionário imperial Nicostrato.

Esta pobre mulher estava muda há seis anos. Impressionada pelo que presenciara, prostrou-se aos pés de Sebastião, procurando por sinais interpretar o que lhe desejava dizer. Sebastião fez o sinal da Cruz sobre ela e imediatamente Zoé recuperou o uso da língua. Ela e o marido converteram-se ao cristianismo.

Este exemplo foi imitado pelos pais de Marco e Marceliano, pelo carcereiro Cláudio e mais 16 pessoas. Todos receberam o santo batismo das mãos do sacerdote policarpo, na casa de Nicostrato. A conversão destas pessoas em circunstâncias tão extraordinárias, chamou a atenção do prefeito de Roma, Cromâncio.

Sofrendo horrivelmente de Reumatismo e sabendo que o pai de Marco e Marceliano pelo Batismo tinha ficado curado do mesmo mal, manifestou o desejo de conhecer a religião cristã. Sebastião deu-lhe as instruções necessárias, batizou-o com seu filho Tibúrcio e curou-o da doença. Tão grato ficou Cromâncio, que pôs em liberdade os cristãos encarcerados seus escravos, e renunciou ao cargo de prefeito.

Retirando-se da cidade para sua casa de campo, deu agasalho aos cristãos, acossados pela perseguição. Esta recrudesceu de uma maneira assustadora. O Santo Papa Caio chegou a aconselhar os cristãos e o próprio São Sebastião para se retirar da cidade, mas São Sebastião preferiu ficar em Roma, mesmo que isso culminasse em seu martírio. Muito tempo não levou e Deocleciano soube, por uns cristãos apóstatas, que Sebastião era cristão e grandes serviços prestava aos encarcerados. Chamou-o à sua presença e repreendeu-o, tentando incansavelmente convencê-lo a abandonar a religião de Cristo.

Todas as argumentações e tentativas de Dioclesiano esbarraram de encontro à vontade inflexível do militar. Sem mais delongas, deu ordem aos soldados que amarrassem o chefe a uma árvore e o asseteassem, tendo a ordem sido cumprida imediatamente.

Os soldados despiram-no, ataram-no a uma árvore e atiraram-lhe setas em tanta quantidade quanto acharam necessárias para matar um homem e deixaram a vítima neste mísero estado, supondo-o morto. Alta noite chegou-se Irene, mulher do mártir Castulo, ao lugar da execução para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura.

Com grande admiração, encontrou-o com vida, levando-o para casa e tratando com todo o desvelo. Restabelecido, o herói procurou o imperador e, sem pedir audiência, apresentou-se-lhe, acusando-o de grande injustiça, por condenar inocentes, como eram os cristãos, a sofrer e a morrer.

Dioclesiano, a princípio, não sabia o que pensar e dizer, pois tinha por certo que Sebastião não existia mais entre os vivos. Perguntando-lhe quem era, disse-lhe: “Sou Sebastião, e o fato de eu estar vivo, devias concluir que é poderoso o Deus, a quem adoro, e que não fazes bem em perseguir-lhe os servos.” Enfurecido, Dioclesiano ordenou aos soldados que o matassem com paus e bolas de chumbo na presença do povo. Os algozes cumpriram a ordem e , para subtrair o cadáver à veneração dos cristãos, atiraram-no à cloaca máxima.

Uma piedosa mulher, Santa Luciana, porém, achou-o e tirou-o da imundície e sepultou-o aos pés de São Pedro e São Paulo, isto em 287. Posteriormente, em 680, as relíquias foram transportadas solenemente para uma Basílica, construída por Constantino. Naquela ocasião grassava uma peste em Roma, que vitimou muita gente.

A terrível epidemia desapareceu na hora daquela transladação, e esta é a razão porque os cristãos veneram em São Sebastião o grande padroeiro contra a peste. Em outras ocasiões se verificou o mesmo fato; assim no ano de 1575 em Milão, e em 1599 em Lisboa, ficando estas duas cidades livres da peste pela intercessão do glorioso Mártir São Sebastião.

Festejos em homenagem a São Sebastião
No Brasil, ele é celebrado com festas e feriados no dia 20 de janeiro como padroeiro de várias cidades no Brasil, em diversos Estados, mas gostaria de destacar a festa que é realizada em Ibiúna, cidade próxima de nós e que pertence a nossa Diocese de Osasco. Abaixo trecho de uma matéria do Jornalista Carlos Rossini para a Revista Vitrine de Ibiúna no ano de 2017.

SANTO PROTETOR – IMAGEM DE SÃO SEBASTIÃO É RECEBIDA POR MILHARES DE PESSOAS NO CENTRO DE IBIÚNA

Fé e esperança se complementam como sentimentos que inspiram confiança, por meio de crenças firmes e incondicionais em Deus ou do mundo sagrado. A fé faz parte da vida humana que cria e alimenta uma força capaz de curar doenças físicas ou consolar os seres humanos diante das adversidades.

São Sebastião, o mártir do cristianismo, é protetor de Ibiúna por historicamente ter protegido sua população da gripe Espanhola que dizimou milhões de pessoas pelo mundo não provocando nenhuma vítima no município. Foi escolhido por um ato de fé em promessa feita por uma senhora proprietária das terras onde se encontra sua capela no bairro do Pocinho, no Sertão, a trinta quilômetros de distância do centro da cidade.

A imagem chega, parece flutuar, efeito noturno do andor iluminado, que a cada ano é preparado sempre com carinho e criatividade pelos irmãos Antonio Carlos Vieira Ruivo e Luiz Francisco Vieira Ruivo, ambos professores de arte. Pois todos os anos, no mês de maio, São Sebastião é reverenciado em gratidão por uma festa que dura todo o mês e cujo ponto central é a chegada da imagem do santo à cidade, trazida por romeiros numa tradição que é repetida por gerações.

Ali aguardava uma multidão em torno de um coreto. Um momento de forte emoção. O povo aplaude, dá “vivas”,  faz orações, enquanto explodem fogos, numa recepção marcada pela alegria, um acolhimento que reforça a luminosidade que os seres têm dentro de si e que se manifesta num encontro simbólico com seu protetor.

Ouvem-se sirenes, fogos, buzinaço, e a voz de saudação, feita pelo prefeito ecoa pelos altos falantes.  Enquanto isso os romeiros vão chegando: carros, ciclistas, charreteiros, boiadeiros, muleiros, cavaleiros, muitos cavaleiros, cerca de mil e seiscentos, gente de todas as idades, incluindo crianças junto com seus pais. Charretes decoradas, uma diversidade de cavalos, igualmente, adornados para fazer bonito, desfilando com elegância para o povo ver e aplaudir.

A caravana inicia sua jornada em direção à praça da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores. A multidão se encontra ao longo de toda a extensão da avenida São Sebastião e rua XV de Novembro. Na praça, um palco já decorado para a missa. A tropa demora cerca de duas horas para passar diante dos olhares do povo. Logo se vê a Banda Lyra Unense, veterana e sempre presente nos acontecimentos da cidade.

Quando a imagem se aproxima, os sinos da igreja matriz começam a repicar, misturando aos sons dos altos falantes do palco transformado em altar, músicas religiosas e palavras de louvor e mais “vivas”. A missa foi celebrada pelo monsenhor Claudemir José dos Santos, vigário-geral da Diocese de Osasco, tendo ao lado os padres Antonio Carlos, Daniel Rodrigues, Severino Ferreira da Silva, Benedito Cesário, Pedro Lopes e seminarista Henrique Santos.

Algumas Informações Complementares 

São Sebastião no folclore, na literatura e no cinema             

São Sebastião foi o ícone de várias expressões artísticas.
A Pintura há muito o nomeou como modelo de pintores da Renascença. Na literatura, São Sebastião teve sua trajetória contada no livro “Perseguidores e Mártires” , do escritor italiano Tito Casini. Ainda na literatura, foi um dos personagens centrais do romance “Fabíola” (também intitulado “A Igreja das Catacumbas”), escrito em 1854 pelo Cardeal Nicholas Wiseman.

A Obra de Wiseman foi levado para as telas de cinema em 1949, num filme francês homônimo dirigido por Alessandro Blasetti, e estrelado por Michèle Morgan, e com o ator italiano Massimo Girotti no papel de São Sebastião. Um Remake cinematográfico do romance de Wiseman foi realizada em 1961, na Itália, com o título “La Rivolta degli Schiavi (“A Revolta dos Escravos ), dirigido por Nunzio Malasomma, e protagonizada pela estrela norte-americana Rhonda Fleming, tendo o romano Ettore Manni como o santo mártir.

REFERÊNCIAS:
http://romansacristan.blogspot.com/2007/01/feast-of-pope-saint-fabian-and-saint.html
http://www.paginaoriente.com/santosdaigreja/jan/sebastiao2001.htm
pt.wikipedia.org/wiki/São_Sebastião

Revista Vitrine on line de Ibiuna e a matéria do Jornalista Carlos Rossini


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