Pascom responde #005 – Pode o católico doar seus órgãos?

A paroquiana Dulce nos enviou a seguinte pergunta:

Podem os católicos ser doadores de orgãos – tanto em vida quanto por ocasião de sua morte?”

Obrigado pelo seu interesse e por entrar em contato com a Pascom Responde. Abaixo separamos um documento da CNBB que trata do assunto, mas em resumo temos:

A igreja sim apoia e incentiva a doação de órgãos, tanto em vida quanto após a morte, por entender ser uma coisa boa em si própria, mas desde que não coloque em riscos excessivos o doador, que não seja fruto de uma negociação comercial e que haja os devidos consentimentos do próprio doador ou da família deste, quando em caso de morte.


Veja os detalhes abaixo:

CNBB

Igreja no Brasil posiciona-se sobre doação de orgãos

QUINTA-FEIRA, 25 DE SETEMBRO DE 2008, 17H13MODIFICADO: QUARTA-FEIRA, 8 DE JANEIRO DE 2014, 0H14

O Catecismo diz no numero 2296: “O transplante de órgãos é moralmente aceitável com o consentimento do doador e sem riscos excessivos para ele. Para o nobre ato da doação dos órgãos após a morte deve ser plenamente constatada a morte real do doador.”

Em cima disto a Santa Igreja diz?

Transplantar um órgão para curar um doente (transfusão, transplante de medula, de pele, de rins, do coração …) é um ato médico cuja finalidade é boa em si própria. No entanto, esta prática só pode ser feita mediante certas condições.

Quando se tratar de uma doação feita por uma pessoa viva (sangue, medula, rim) deve ser evitada qualquer transação comercial. Ninguém pode dispor do seu próprio corpo ou do de outrem para com ele ganhar dinheiro, mesmo que seja para prestar um serviço. A doação de esperma ou de óvulos é de outro tipo; o objetivo não é curar mas transmitir vida, e esta só deve ser feita na relação conjugal dos esposos; esta doação é contrária ao respeito pelo vínculo conjugal, mesmo que seja por amor.

Em relação ao corpo de uma pessoa que já morreu, ninguém pode tirar-lhe nenhum órgão contra a vontade da família ou se, em vida, a própria pessoa se manifestou contra.

No que diz respeito a alguém prestes a morrer ou em estado de coma profundo, não se podem tirar órgãos sem se ter a certeza de que a pessoa está morta (segundo a legislação francesa são necessários dois eletroencefalogramas feitos com 24 horas de intervalo). Qualquer prática que contrarie estas regras opõe-se ao respeito que é devido a cada pessoa.

E a CNBB diz: O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, reunido em Brasília, divulgou nesta quinta-feira, 25, uma nota esclarecendo a posição da Igreja Católica sobre a doação de órgãos de pessoas com morte encefálica comprovada.

“Vemos na doação voluntária de órgãos um gesto de amor fraterno em favor da vida e da saúde de próximo. É uma prova de solidariedade, grandeza e espírito e nobreza humana”, afirma a nota assinada pelo presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, e pelo secretário-geral da entidade, Dom Dimas Lara Barbosa.

Os bispos recordam que a posição da Igreja está expressa no Catecismo da Igreja Católica que classifica como “legítima e meritória” a doação gratuita de órgãos após a morte. Lembram que esta mesma posição é assegurada também pela encíclica Evangelium vitae.

“A doação de órgãos não contraria à fé cristã na ressurreição final, pois ‘Deus dá vida aos mortos e chama à existência o que antes não existia’ (Rm 4,17)”, sublinha a nota.

A CNBB incentiva as pessoas e as famílias “a que, livre, conscientemente e com a devida proteção legal, doem órgãos como gesto de amor solidário em consonância com o evangelho da vida”. A nota chama a atenção, no entanto, para respeito aos princípios éticos que devem orientar esta prática. “A doação de órgãos exige rigorosa observância dos princípios éticos que proíbem a provocação da morte dos doadores, a comercialização e o tráfico de órgãos”.

Fonte CNBB


Agradecemos a paroquiana Dulce por nos ter enviado seu questionamento e convidamos a todos que também enviem suas questões, porque a PASCOM RESPONDE! 😉


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